O mundo desacorrentado
setembro de 2024
Nos cantos silenciosos de um mundo inquieto, Sonho com um tempo em que o silêncio Não seja pausa entre bombas, Mas uma canção de ninar da terra, embalando seus filhos
Liberdade, dizem, é um presente, Mas para os presos, é uma estrela distante, Um brilho que veem, mas não podem tocar, Dedos estendidos por entre barras de ferro. Que é a liberdade num mundo acorrentado?
Correntes de medo, de ganância, Que aprisionam mentes mais que punhos, Onde o desejo de paz se afoga no barulho da guerra
Mas há um sussurro, Uma esperança que cresce como semente na escuridão, Um murmúrio de sonhos que se recusam a morrer, De vozes que se erguem acima do clamor
Vamos quebrar essas correntes, Derretê-las em pontes, Pontes que atravessam os abismos do ódio, E nos unem, de mãos dadas, A um horizonte onde a paz não é apenas a ausência da guerra, Mas a presença da justiça, do amor, da compreensão.