Para meus pais
21 de janeiro de 2024
Cada dia que acordo, e me vejo no espelho, um pouco antes mesmo de olhar, já me enxergo em vocês: meu pai, minha mãe. Hoje, consigo entender, como se fosse agora, todos aqueles dias, as lutas, as alegrias, como um filme que volta e fica. No tic-tac do relógio da vida, vejo o tempo passar, e vejo nós. Éramos três, depois cinco. Saudades dos domingos, das nossas loucuras, aquelas que só a gente entendia. Fico feliz, porque sei: não terminou. E, se Deus em Sua grande misericórdia permitir, um dia qualquer, em um domingo qualquer, ainda sentaremos juntos. Sorriremos um para o outro, nos provocaremos, e diremos, do nosso jeito, que nos amamos. Porque a gente só entende o que é isso quando o tempo passou. E, quando me olho no espelho, vejo os olhos do meu pai. Olho mais fundo, e vejo tudo da minha mãe. Que saudades eu tenho de vocês. E acho que saudade é isso: carregar vocês em mim, com todo o orgulho do mundo. Eu sou filho do Edson e da Izabel. E espero, em vida, devolver tudo que me deram. Obrigado, papai. Obrigado, mamãe.